Concha Y Toro: 5 curiosidades do Malbec

Publicado em: 18.08.2020

Venha conhecer alguns mistérios de uma uva aventureira que cruzou o Atlântico para brilhar no continente sul-americano.

1. De onde provém?

Segundo o ampelógrafo Pierre Galet, suas origens estariam na Borgonha e logo foi propagada no Vale do Loira durante o Renascimento. Em Bordeaux, representou até 80% dos vinhedos de Blaye e Bourg antes da praga da filoxera no século XIX.

A necessidade de porta-enxertos causou muito dano: se tornou muito suscetível ao apodrecimento e altamente oneroso. Hoje é indispensável em Cahors e recomendado em muitos departamentos do sudoeste e Languedoc. Em 2009, uma equipe de investigadores de Montpellier e da Universidade de Davis provou que o Malbec é o resultado de um cruzamento natural entre Prunelard (uma antiga uva de Tarn) e Magdeleine Noire de Charentes. Proveniente da família de uvas Cotoides, um grupo de variedades do sudoeste da França. Seus primos são Tannat e Merlot.

Olhem que coincidência: estas três variedades, que são provenientes da mesma região e são parentes próximas, agora são vizinhas no continente sul-americano: no Chile, principalmente com Merlot, na Argentina com Malbec e no Uruguai com Tannat.

2. Você sabia como ela se chama?

Malbec é seu apelido mais conhecido, porém seu verdadeiro nome é… Bom, na realidade, tem vários. Deve ser a uva com mais nomes e apelidos no mundo. Outros nomes são: Bergerac, Pécharmant, Montravel, Côtes-de-Duras, Côtes-du-Marmandais, Buzet, Brulhois, Coteaux du Quercy, Pressac na região de Libourne, Planta de Cahors ou Planta do Roje.

O nome Malbec provém de Bordeaux, pois foi introduzida na região por um viticultor de origem húngara de sobrenome Malbeck. O reinado desta uva é Cahors. Ali a chamam de Auxerrois, que poderia ser uma alteração do nome de Haute-Serre, uma zona muito próxima a Cahors. Onde constitui no mínimo 70% da combinação de seus vinhos, que podem ser complementados com Merlot e/ou Tannat.

Em Loire, por outro lado, o Malbec é chamado de Côt ou Côt Rouge, como também reconhece a legislação chilena. Algumas vinhas preferem utilizar este nome nos rótulos para se diferenciarem da oferta argentina.

3. Não somente Mendoza:

Hoje o Malbec, sem dúvidas, é a uva símbolo da Argentina, porém também podemos encontrá-la em outras partes do mundo, como Chile, Estados Unidos (Califórnia e Washington), México, Okanagan (Canadá), Austrália, Nova Zelândia e Itália. Na França, de toda forma, continua sendo uma variedade muito importante.

Segundo algumas crônicas da época, no século XVIII, os “vinhos negros” de Cahors conferiam um pouco mais de corpo às combinações bordelesas, que tradicionalmente foram elaboradas com Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, inclusive com Carmenère até que praticamente desapareceu com a praga da filoxera. Em Cahors, onde ainda é protagonista, revela sua face mais colorida e uma considerável carga tânica.

4. No vinhedo:

Segundo a literatura, é uma uva de maturação tardia. É necessário esperá-la durante a temporada para evitar os aromas excessivos herbáceos e vegetais, que às vezes produzem certo amargor durante o processo de vinificação. É uma uva vigorosa e sensível, portanto, requer ser plantada em alta densidade e com um porta-enxerto fraco para que não produza excessiva fruta. Do contrário, seu carácter se dilui e perde sua personalidade atrativa. O Malbec não gosta de umidade. Prefere os solos de calcário ou cascalho. Adora as alturas.

Nas planícies, as uvas lutam para conservar a acidez, perdendo, às vezes, o grande sabor, balanço e potencial de armazenagem. As áreas de alta elevação, com seu diferencial de temperatura amplo entre o dia e a noite, permitem que as uvas conservem seu frescor e tensão, como os grandes vinhos das cordilheiras de Mendoza ou especialmente de Salta, onde existem vinhedos a 3.000m de altura.


5. Na taça:

O Malbec, com uma produção bem controlada, oferece vinhos muito intensos de cor violeta (em geral, reconhecíveis apenas a vista), perfumados e ricos em taninos. Estas características são adequadas para o envelhecimento em tanques ou barris por longos anos.

Em muitas partes do mundo é utilizado como componente de mistura, pois fornece cor e suavidade, notas de frutos negros, flores e toques minerais e terrosos interessantes.

Em Mendoza, tradicionalmente, os vinhos são muito concentrados e de taninos maduros, com uma fruta doce e um estilo de vinificação com uma madeira, às vezes, muito predominante. De toda forma, com as novas plantações em altura e a filosofia das novas gerações de enólogos, hoje podemos encontrar muitos vinhos com corpos mais leves e elegantes, repletos de notas de violetas.

No Chile, a maior produção se concentra em Colchagua, com um estilo onde sobressai o carácter dos frutos negros, como ameixas e cerejas negras, ainda que nos cantos mais frescos dos vales interiores, na costa ou especialmente no sul do país, surgiram vinhos onde o rude Malbec de Cahors se converte em um delicado perfume.

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Adaptação: conchayotoro.com

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